Após reunião realizada nesta quinta-feira, o comitê de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu manter o programa de compra de ativos com um volume anual de 80 trilhões de ienes. Dos nove dirigentes, oito votaram a favor e apenas um foi contra, o mesmo resultado da reunião de março.

A decisão reforça a percepção de que o banco central está confiante no alcance da meta de inflação ao consumidor, de 2,0% ao ano, embora índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país tenha ficado estável nos 12 meses encerrados em fevereiro, o dado mais atualizado. Hoje à noite, o governo japonês divulga os números de inflação para março.

Ontem, a autoridade monetária publicou relatório econômico semestral e, no documento, previa o alcance da meta de inflação ao longo do ano fiscal de 2016, que vai de abril do ano que vem a março de 2017, em mais um sinal de que continua sustentando a ideia de que os preços caminham em direção à meta.

O anúncio feito há pouco contraria o apelo do deputado Kozo Yamamoto, do Partido Liberal Democrata, o mesmo do primeiro-ministro, Shinzo Abe. Grande aliado de Abe, Yamamoto disse na semana passada que o volume anual do programa de compra de ativos do banco central deveria ser elevado para 90 trilhões, de modo a dar um novo fôlego à economia e estimular a demanda.

A ampliação do programa foi o mesmo instrumento utilizado pelo banco central no fim de outubro do ano passado, quando elevou o montante para 80 trilhões de ienes, de 60 trilhões de ienes anteriormente. Na reunião de hoje, o único a votar contra a manutenção do programa foi, mais uma vez, o economista Takahide Kiuchi, que, na sua fala, propôs novamente a redução do volume anual para 45 trilhões de ienes. Com informações da Dow Jones Newswires