As despesas líquidas com viagens internacionais no balanço de pagamentos do Brasil com o exterior somaram US$ 1,364 bilhão em junho, informou hoje o Banco Central (BC). O resultado é pior do que o obtido no mesmo mês de 2010, quando as despesas líquidas somaram US$ 911 milhões. De acordo com dados do BC, as despesas totais com viagens em junho deste ano atingiram US$ 1,854 bilhão e as receitas US$ 490 milhões.

No acumulado do ano, as despesas com viagens internacionais atingiram US$ 6,814 bilhões, ante US$ 4,118 bilhões no mesmo período do ano passado. As despesas com viagens internacionais são um dos fatores que mais pressionam a conta de serviços do balanço de pagamentos. De acordo com dados do BC, a conta de serviços foi deficitária em US$ 3,383 bilhões em junho. No acumulado do primeiro semestre, a conta de serviços computa um déficit de US$ 17,872 bilhões.

Outro item que pressiona a conta de serviços é a de aluguel de equipamentos, que fechou junho com déficit de US$ 1,437 bilhão e o primeiro semestre com um saldo negativo de US$ 7,833 bilhões.

A despesa com transporte em junho foi deficitária em US$ 599 milhões e no primeiro semestre, em US$ 3,465 bilhões.

Remessas de lucros e dividendos

As remessas de lucros e dividendos somaram US$ 4,063 bilhões em junho, ficando praticamente estáveis ante igual mês de 2010, informou hoje o Banco Central (BC). No primeiro semestre, as remessas somaram US$ 18,768 bilhões, com crescimento de 25% sobre o resultado dos seis primeiros meses do ano passado. A despesa com juros da dívida externa foi de US$ 443 milhões, quase metade do verificado em junho do ano passado. No primeiro semestre, o gasto com juros foi de US$ 3,570 bilhões, queda de 29% sobre o primeiro semestre de 2010.

Dívida externa

A taxa de rolagem total de empréstimos contratados por empresas a médio e longo prazos no exterior atingiu 624%, informou hoje o Banco Central (BC). No primeiro semestre, a taxa de rolagem é de 515%.

A dívida externa brasileira fechou junho em US$ 286,829 bilhões. A dívida de curto prazo soma US$ 51,027 bilhões e a de longo prazo US$ 235,803 bilhões.

Em março, último dado disponível, a dívida externa estava em US$ 275,947 bilhões. Os principais fatores de aumento da dívida externa, no segundo trimestre, segundo o BC, foram as captações líquidas de títulos de bancos, no valor de US$ 6,3 bilhões, e de outros setores, de US$ 3,2 bilhões.

Os desembolsos líquidos de empréstimos a bancos somaram US$ 6,8 bilhões e para outros setores, US$ 3,6 bilhões.