A conta de transações correntes do balanço de pagamentos registrou em julho déficit de US$ 717 milhões. O resultado foi bem pior do que o superávit de US$ 3,055 bilhões verificado no mesmo mês do ano passado e ficou abaixo da expectativa de relativa estabilidade que o Banco Central tinha para esta conta. De janeiro a julho, o saldo na conta corrente ficou positivo em US$ 3,666 bilhões, o equivalente a 0,60% do PIB. No mesmo período do ano passado, a conta corrente teve superávit de US$ 5 819 bilhões, o correspondente a 0,96% do PIB.

No resultado de julho, a balança comercial contribuiu com saldo positivo de US$ 3,347 bilhões; a conta de serviços e renda com déficit de US$ 4,456 bilhões e as transferências unilaterais tiveram saldo positivo de US$ 392 milhões. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho o saldo na conta corrente é ficou positivo em US$ 11,469 bilhões, o equivalente a 0,99% do PIB.

Investimentos diretos

Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no País somaram em julho US$ 3,584 bilhões, mais que o dobro do volume de US$ 1,586 bilhão verificado em igual mês do ano passado. No acumulado no ano, o fluxo de IED soma US$ 24,448 bilhões, o equivalente a 4 02% do PIB. Nos sete primeiros meses de 2006 essa conta registrava ingressos líquidos de US$ 8,971 bilhões, que correspondiam a 1,47% do PIB. No acumulado em 12 meses, o IED soma US$ 34,159 bilhões (2,95% do PIB).

Remessa de lucros

As remessas de lucros e dividendos somaram, em julho, US$ 2,103 bilhões, ante US$ 864 milhões em julho do ano passado, informou o Banco Central. No acumulado do ano, as remessas somam US$ 10 728 bilhões, valor 10,4% superior ao verificado em igual período do ano passado.

Despesas líquidas

As despesas líquidas com juros totalizaram, no mês passado, US$ 1,123 bilhão, ligeiramente acima do US$ 1,092 bilhão de julho de 2006. No acumulado do ano, as despesas com juros somam US$ 5,479 bilhões, 21% abaixo do verificado nos sete primeiros meses do ano passado.