O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (14) a liquidação extrajudicial de duas empresas do grupo Simpala, de Porto Alegre: a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento. Com a medida, sobe para 19 o número de instituições que tiveram liquidação decretada desde o caso Master, em novembro de 2025. Os bens dos controladores e ex-administradores ficam indisponíveis. As informações são da Gazeta do Povo.

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A liquidação foi motivada pelo comprometimento do caixa das instituições e por graves violações às normas que disciplinam suas atividades, segundo o BC. As operações da Simpala Crédito possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o mesmo que já arca com os ressarcimentos de clientes do Master.

A Simpala está no grupo S4, que reúne instituições com porte inferior a 0,1% do PIB. É a mesma classificação da Reag, principal braço financeiro do Master na ocultação de prejuízos e na simulação de lucros. O BC classifica as instituições reguladas de acordo com o porte em relação ao PIB para medir o impacto no sistema financeiro nacional.

O topo da classificação, o S1, reúne bancos como Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Santander e BTG Pactual. Para fazer parte do segmento, a empresa precisa ter exposição igual ou superior a 10% do PIB ou atividade internacional relevante. O Banco Master estava na categoria S3, correspondente à exposição entre 0,1% e 1% do PIB, mesmo grupo de instituições como Banco C6, Picpay, Pagseguro e Mercado Pago.

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A Gazeta do Povo entrou em contato com a Simpala e o espaço segue aberto para manifestação.