O Banco Central da Rússia decidiu nesta sexta-feira manter sua taxa básica de juros inalterada, em 11%. De acordo com a instituição, as decisões seguintes sobre os juros dependerão dos riscos inflacionários e de desaceleração na economia.

Após cortar a taxa de juros cinco vezes neste ano, o banco central manteve a taxa, em linha com a expectativa do mercado. A taxa básica de juros permanece assim acima de 10,5%, nível em que estava no início de dezembro, antes da alta emergencial para 17%, adotada com o objetivo de ajudar a estabilizar o rublo, que sofria forte desvalorização.

A decisão de manter os juros foi adotada após a inflação anual do país subir para 15,8% em agosto, de 15,6% em julho. A queda do rublo e dos preços do petróleo provocou inflação maior no país.

Em seu comunicado, o BC russo citou também a piora nas condições macroeconômicas, as expectativas contínuas de inflação em nível alto e a revisão em preços e tarifas regulados para 2016 e 2017, além de um afrouxamento na política orçamentária, para amparar a decisão de manter os juros.

A próxima reunião de política monetária do BC russo está marcada para 30 de outubro.

Em seu comunicado, a instituição afirmou que os riscos inflacionários aumentaram e também citou a “desaceleração significativa da economia”. O BC russo prevê que o barril do petróleo fique em média em US$ 50 o barril nos próximos três anos. De acordo com o comunicado, com o petróleo a US$ 50 o barril, o declínio trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) russo durará mais tempo que o antes esperado.

O BC russo prevê a inflação ao consumidor no país em 7% em setembro de 2016 e em 4% em 2017.

Após a decisão do BC, o rublo recuava 0,19% em relação ao dólar, a 0,014699 rublo ante a moeda norte-americana, às 8h23 (de Brasília). Fonte: Dow Jones Newswires.