O Banco Central da Argentina passou a facilitar, a partir do fim de semana, a liberação de depósitos em dólares dos bancos comerciais argentinos, num momento em que a demanda doméstica pela moeda norte-americana mostra sinais de crescimento. Antes, todos os dólares que não fossem emprestados pelos bancos argentinos precisavam ser devolvidos ao banco central. Com as novas normas, os bancos comerciais precisarão deixar na instituição apenas 20% de seus depósitos na moeda norte-americana.

Na sexta-feira, o Banco Central da Argentina divulgou que os argentinos sacaram US$ 645 milhões dos depósitos em dólar no período de uma semana que sucedeu a decisão do governo de adotar medidas para frear a demanda pela moeda norte-americana. Antes da imposição dos controles, em 31 de outubro, os bancos privados detinham US$ 14,833 bilhões em depósitos em dólar, segundo dados do BC. Cinco dias depois, esse volume havia caído 4,3%, para US$ 14,188 bilhões.

Oficialmente, o governo da Argentina afirma que a medida se destina a combater a lavagem de dinheiro, mas analistas acreditam que seu verdadeiro objetivo é conter a fuga de capitais, que reduziu as reservas do banco central para US$ 46,57 bilhões, ante os US$ 52 bilhões do início de agosto. As informações são da Dow Jones.