Apesar do anúncio do novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o governo não deixou claro como será resolvido uma das principais fontes de pressão no mercado cambial atualmente: a escassez de linhas de crédito.

O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse que a equipe econômica está estudando medidas para ampliar essas linhas, mas não deu detalhes de quanto dessa nova ajuda externa será destinado para esse fim.

?Isso é algo que nos preocupa e vamos explorar uma possibilidade pontual para lidar com essa questão?, afirmou Fraga. ?Estamos estudando um mecanismo direto para retomar as linhas de crédito?.

O ministro da Fazenda, Pedro Malan, confirmou que o governo continua em entendimentos com o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para obter recursos adicionais aos US$ 30 bilhões acertados com o Fundo. Como tradicionalmente o dinheiro do FMI não pode ser usado para suprir a falta de crédito comercial, é possível que esses organismos multilaterais dêem o suporte necessário nesse momento.

A dúvida hoje (8) no mercado, após o anúncio oficial do governo, era se o BC irá repassar recursos para bancos oficiais, como o Banco do Brasil e o BNDES, para que eles ofereçam às empresas esse tipo de financiamento ou se fará leilões de linhas específicas para o comércio de forma direta. Desde junho, o BC vem ofertando linhas de crédito para que as empresas que estão com dificuldade para renovar os empréstimos que estão vencendo possam quitar suas dívidas.

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