Os bancos privados fecharam 5.800 vagas de trabalho nos sete meses deste ano, enquanto a Caixa Econômica Federal teve saldo de 3.156 contratações, descontados os desligamentos. É o que consta na 19ª Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta sexta-feira, 23, pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base nos dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged).

Em nota distribuída à imprensa, os organizadores da pesquisa apontam que os bancos brasileiros desligaram 25.996 bancários de janeiro a julho e contrataram 23.579. “Como o BB manteve o quadro de funcionários estável, fica evidente que a eliminação de emprego se concentrou nas instituições privadas”, diz trecho da pesquisa, ressaltando o volume positivo de contratações da Caixa.

Ainda de acordo com a pesquisa, o salário médio dos admitidos pelos bancos no primeiro semestre foi de R$ 2.888,74 ante salário médio de R$ 4.527,84 dos desligados, um número 37,5% inferior.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) explica que houve um aumento de 10% no salário médio de seus funcionários neste ano. “O salário médio dos trabalhadores em bancos neste ano de 2013 é de R$ 4.800,00, aproximadamente 10% maior que a média de 2012. Esse aumento reflete reajustes e evolução na carreira”, disse a entidade.

E prosseguiu: “A evolução na carreira explica por que o salário de saída é maior que o salário de entrada nos bancos. Os trabalhadores em bancos permanecem, em média, dez anos no mesmo empregador, recebendo reajustes e promoções. Portanto, é evidente que a remuneração de saída sempre será superior à de entrada nos bancos”.

De acordo com a Fenaban, os números apresentados por ela são referentes aos 12 maiores bancos do País, que empregam 92% da mão de obra da categoria profissional.