Bancos começam a descontar dias parados

São Paulo (AG) – Os bancos começam a descontar dos bancários os dias parados por causa da greve. Serão descontados cinco dias de trabalho do pagamento de outubro, que começa a ser feito a partir do dia 20. A orientação é da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que aconselhou as instituições financeiras a descontar o restante dos dias parados em novembro. Os bancários estão em greve desde o dia 14 de setembro. Nos bancos privados, porém, a greve já diminuiu e a maioria das agências está aberta. O movimento é maior no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, que são públicos.

Numa assembléia realizada na última sexta-feira, os bancários de São Paulo decidiram manter a greve. O mesmo ocorreu em Curitiba. A paralisação atinge 24 capitais, mas está praticamente restrita aos bancos públicos, apesar da orientação da Executiva Nacional de retomar o movimento nos bancos privados.

Os bancários, que não conseguiram até agora nenhum sinal de retomada de negociações com os bancos, rejeitaram também o encaminhamento da greve para dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mas a diferença entre os que pedem dissídio e os que não querem não foi grande, o que mostra o risco de rachar ainda mais a categoria. Dos presentes na assembléia 604 disseram não ao dissídio e 560, sim. Foram 16 votos nulos e 6 em branco.

Os bancários reivindicam 19% de reajuste, abono de R$ 1.500, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de um salário mais R$ 1.200 e o não-desconto dos dias parados. A proposta rejeitada no dia 14 de setembro e que deu início à greve previa reajuste salarial de 8,5% mais R$ 30 para quem ganha salários até R$ 1.500 – o que implicaria reajustes de até 12,77% e aumento real de 5,75%. Para os que ganham acima de R$ 1.500, o reajuste sugerido era de 8,5%, assim como para as demais verbas de natureza salarial como vales alimentação, refeição e auxílio-creche. O INPC do período foi de 6,64%.

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