Representantes de grandes bancos internacionais alertaram hoje os países do G-20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo) que eles correm o risco de ficar para trás em seus esforços para reformar o sistema de supervisão financeira global, em meio aos crescentes sinais de que países estão criando individualmente sua própria agenda sobre o assunto. “O G-20 está agora ficando para trás em sua própria agenda regulatória”, afirmou Caio Koch-Weser, vice-presidente do maior banco da Alemanha, o Deutsche Bank, durante reunião do Instituto de Finanças Internacionais, em Viena.

Segundo ele, divergências entre os membros do grupo sobre questões importantes estão desacelerando o ritmo da reforma e ameaçam fragmentar o sistema financeiro global. Koch-Weser destacou que os países do G-20 estão divididos em relação a questões regulatórias cruciais, como reformas de capital dos bancos, supervisão das agências de classificação de risco e de fundos de hedge e regulação de produtos derivativos de crédito. “Há um risco grave” de fragmentação entre os sistemas regulatórios nacionais, disse o executivo.

Michel Peretie, chefe da divisão de banco de investimento do francês Société Générale, reconheceu que os membros do G-20 estão cada vez mais divididos em relação às regras para reforma das exigências de capital bancário. “É difícil alinhar” as opiniões, disse. “O mundo nunca esteve mais incerto sobre como os serviços financeiros devem ser regulados”, acrescentou.

Em uma reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 na semana passada, os países do grupo mantiveram o prazo inicial, até o fim de 2010, para que os órgãos reguladores bancários elaborem regras de adequação de capital novas. Mas eles destacaram que um período de transição será necessário para que essas regras sejam inteiramente implementadas. As informações são da Dow Jones.