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Banco Digimais usou modelo similar ao Master para inflar ativos

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

A Polícia Federal deflagrou na terça-feira (23) a Operação Miragem contra o Banco Digimais, ligado ao pastor Edir Macedo. A investigação aponta que a instituição adotou práticas semelhantes às do liquidado Banco Master para atrair investidores e mascarar a real situação financeira. O banco teria emitido CDBs com rentabilidade acima do mercado e inflado ativos contábeis para sustentar resultados artificiais. As informações são da Gazeta do Povo.

Segundo os investigadores, o Digimais oferecia Certificados de Depósito Bancário com taxas superiores a 110% do CDI, criando a percepção de ganho elevado com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Esse modelo vinha acompanhado de distorções contábeis, com superavaliação de ativos e manipulação de balanços. O relatório da PF afirma que o banco adotou práticas financeiras temerárias e análogas às do extinto Banco Master.

Entre os exemplos de superavaliação estão títulos antigos da Vale reavaliados em R$ 650 milhões sem lastro compatível com o mercado, um terreno em Pernambuco avaliado em R$ 150 milhões quando seu valor real seria inferior a R$ 10 milhões, e uma carteira de automóveis marcada em R$ 3,5 bilhões. A PF aponta que fundos internos foram usados para inflar artificialmente o patrimônio do banco, com registros contábeis que multiplicavam o valor real dos ativos.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e quebra de sigilos bancário e fiscal. O valor bloqueado chega a R$ 670,3 milhões, equivalente às supostas distorções identificadas nos balanços. A Polícia Federal investiga crimes como gestão fraudulenta, falsidade em demonstrações contábeis e operações de crédito vedadas, além de possível indução de investidores a erro.

O Banco Digimais negou irregularidades e afirmou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as apurações em curso. A instituição reafirmou seu compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e a plena colaboração com as autoridades competentes.

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