O Banco Central (BC) vai recorrer novamente ao aumento da taxa básica de juros (Selic) para reduzir o crescimento do consumo das famílias ao nível de 6% e controlar a inflação. Impulsionado pela aceleração da atividade econômica, o consumo das famílias brasileiras fechou o último trimestre do ano passado com expansão de 8,6%. As indicações são de que a população continua indo às compras em ritmo ainda incompatível com o da atividade econômica, cujo crescimento foi de 5,4% no ano passado.

A estratégia da autoridade monetária não é provocar uma queda brusca no consumo associando a dosagem dos juros a outras medidas restritivas, como limitação no prazo das compras a crédito – a exemplo do que foi defendido pelo Ministério da Fazenda há poucos meses. Onde o BC identificou necessidade de intervenção, ela já ocorreu: impediu que as empresas lançassem mão de recursos do sistema de leasing para alavancar novos empréstimos, uma espécie de subprime no setor automotivo.

Os economistas do governo acreditam que, aos poucos, o efeito do aumento da Selic será percebido também na oferta de crédito das instituições financeiras e em mecanismos utilizados pelas lojas para financiar compras. ?Vamos acompanhar o movimento do crédito mensalmente?, disse uma fonte do governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.