Banco Central não será contagiado pela euforia

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que a queda dos juros precisa ser gradual, para que haja um efeito mais duradouro sobre o crescimentos da economia, e que o BC não pode se deixar “contaminar pela euforia” em relação às taxas de deflação registradas nos últimos meses.

“A política do Banco Central é uma política de gradualismo. Uma trajetória de queda gradual [dos juros] tem um efeito mais duradouro e mais persistente para a atividade do que quedas abruptas que podem gerar volatilidade”, afirmou Meirelles.

Ele afirmou que o BC está agindo “na velocidado correta”, adotando uma postura gradualista de queda nas taxas de juros de curto prazo. “O Banco Central ousado tende a criar muita volatilidade. O BC tem de ser sereno e ter movimentos consistentes.”

Segundo Meirelles, “existe uma dose grande de ansiedade” em relação à queda dos juros, mas o BC tem que ter “serenidade”.

“Na crise, não nos deixamos contaminar pelo pânico. Agora, é um momento em que o Banco Central não pode deixar se contaminar pela euforia”, afirmou. “A deflação foi pontual, produto de questões sazonais. Ninguem prevê deflação consistente e continuada no Brasil.”

Segundo ele, a expectativa de inflação futura é de alta, “com um nível razoavelmente elevado”. “A expectativa de inflação para os próximos 12 meses é positiva. A inflação ainda é alta. O cenário de queda gradual é mais consistente, com a taxa de juros de médio prazo caindo também de uma forma consistente.”

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