A taxa básica de juros da economia brasileira permanece em 13,75% ao ano. O Banco Central decidiu de forma unânime interromper a sequência de reduções que vinha sendo aplicada desde março, quando começou um ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. As informações são da Gazeta do Povo.
A decisão ocorre na primeira reunião do Comitê de Política Monetária após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em comunicado, os diretores justificaram que a manutenção da taxa busca garantir a estabilidade de preços, suavizar oscilações na atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
Expectativas do mercado pioram
O primeiro boletim Focus divulgado após a vitória petista, na terça-feira (3), confirmou a deterioração das projeções econômicas. A estimativa para a Selic no fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano. A previsão para o IPCA, indicador oficial da inflação no Brasil, aumentou de 5,19% para 5,22% em 2026, superando o teto da meta de 4,5%.
No dia seguinte ao segundo turno das eleições, o Ibovespa registrou queda de 13,88%, fechando aos 176.608,23 pontos. O tombo representou a evaporação de R$ 734 bilhões do valor de mercado das empresas listadas na B3 em apenas um pregão.
Cenário desafiador para política monetária
O Banco Central destacou que acompanha com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos, fator que contribui para a determinação dos preços e eleva o custo de desinflação.
O Copom classificou o momento como desafiador para a condução da política monetária. Segundo o comitê, o cenário atual combina taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas, expectativas de inflação mais elevadas e desaceleração mais acentuada da atividade econômica doméstica, exigindo serenidade e cautela nas decisões.
