Economia

Banco Central corta Selic para 13,75% e barateia crédito no país

Imagem mostra um momento de sessão no STF
Imagem mostra um momento de sessão no STF. Foto: Gustavo Moreno / STF

O Banco Central (BC) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e marca o quinto corte seguido nos juros. Com a redução, o crédito fica mais barato e a economia tende a ser impulsionada.

As informações são da Agência Brasil.

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, dificultam o controle dos preços.

O Copom decidiu pelo corte mesmo com as tensões da guerra no Oriente Médio e o fenômeno climático El Niño. Segundo o BC, o ambiente externo permanece incerto por causa dos conflitos armados e da política monetária em economias avançadas.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, quando a inflação começou a cair.

O comitê funcionou com dois diretores a menos. Os mandatos de Renato Gomes e Diego Guillen expiraram no fim de 2025, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou negativa em 0,32% em agosto. Foi o menor nível em quatro anos, beneficiado pelo bônus de Itaipu nas contas de luz. No acumulado de 12 meses, o índice recuou para 4,22%.

O preço dos alimentos também contribuiu para a queda, tendo recuado 0,34% em agosto. No entanto, o início do El Niño deve encarecer a comida nos próximos meses.

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O mercado financeiro projeta que a inflação fechará o ano em 4,9%, acima do teto da meta de 4,5%.

O BC elevou para 2% a previsão de crescimento da economia em 2026. O mercado projeta expansão de 1,89% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google