A greve dos bancários no Paraná entra hoje no quarto dia útil. Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Marisa Stédile, a determinação ontem do Comando Nacional dos Bancários era de ?radicalizar o movimento?. Nesse sentido, muitas pessoas não puderam utilizar os caixas automáticos.
?Na quinta e na sexta da semana passada, a idéia era não ?segurar? os caixas eletrônicos, primeiro porque era o quinto dia útil do mês (data em que muitos trabalhadores recebem os salários) e segundo porque os aposentados precisavam retirar seus benefícios?, explicou Marisa. Porém, como a Fenaban não melhorou o índice salarial – a proposta dos bancos é reajuste salarial de 2,85%, enquanto a categoria reivindica reposição da inflação (2,85%) e aumento real de 7,05% -, os bancários decidiram aumentar a pressão.
Em Curitiba, o sindicato fechou ontem o Centro Administrativo do HSBC, na Vila Hauer, onde trabalham cerca de duas mil pessoas. Segundo levantamento do sindicato, cerca de 120 agências de Curitiba e Região Metropolitana não abriram as portas ontem – 43 da Caixa Econômica Federal, 40 do Banco do Brasil e 37 agências de bancos privados. No interior, cerca de 84 agências não funcionaram. O sindicato estima que 8 mil bancários estavam parados na Grande Curitiba e 1,7 mil no interior. ?Semana passada, chegamos a fechar 200 agências em Curitiba e região?, apontou Marisa.
A perda de fôlego do movimento pode estar atrelada aos interditos proibitórios obtidos pelos bancos privados. Apenas ontem, o Bradesco, Itaú, Unibanco e Santander conseguiram o documento. Na sexta-feira, segundo Marisa, 12 agências bancárias reabriram as portas por conta da ordem judicial e força policial.
Ontem, a categoria voltou a se reunir em assembléia em Curitiba, na Sociedade Thalia. Segundo Marisa, a indicação era pelo prosseguimento da greve. Uma nova rodada de negociação entre a Fenaban e o Comando dos Bancários estava marcada para ontem à tarde, mas o encontro foi adiado para hoje.


