Economia

Bancários param atividades por 24 horas nesta quinta-feira

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

Trabalhadores dos bancos de todo o país vão paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20) após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentar uma proposta de reajuste salarial considerada satisfatória. A decisão foi tomada depois de uma reunião de quase oito horas realizada na semana passada, na qual os bancos apresentaram propostas vistas como insuficientes pelos trabalhadores. As informações são da Gazeta do Povo.

Entre as propostas dos bancos estavam o congelamento do piso de ingresso para novos bancários e reajustes diferentes para três faixas salariais, sem definição dos critérios ou percentuais. A Fenaban também chegou a propor a redução dos valores dos vales-refeição e alimentação para trabalhadores de cidades do interior, mas recuou após um intervalo na negociação.

A paralisação foi anunciada pela Contraf e pelos sindicatos estaduais da categoria. O movimento pretende pressionar os bancos por mudanças na proposta e pela retomada das negociações. Segundo Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, os trabalhadores não aceitarão retirada de direitos.

Entre as principais reivindicações dos bancários estão aumento real dos salários, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR, que é a divisão de parte dos ganhos da empresa com os funcionários), recomposição dos vales-refeição e alimentação, manutenção dos empregos e mais contratações, fim do fechamento de agências e combate às metas abusivas.

A categoria também defende igualdade de oportunidades para mulheres, negros, pessoas com deficiência e população LGBTQIA+, além da criação de um piso salarial para trabalhadores de Tecnologia da Informação. Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, citou os mais de R$ 124 bilhões de lucro registrados pelo setor em 2025.

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