Rio (AE) – A balança comercial brasileira fechou o mês de novembro com superávit de US$ 3,194 bilhões, no piso das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado, que estavam entre US$ 3,1 bilhões a US$ 3,86 bilhões, com mediana de US$ 3,5 bilhões.

O resultado do mês passado decorreu de exportações de US$ 11,866 bilhões – valor recorde para meses de novembro – menos importações de US$ 8,672 bilhões. A média diária de importações em novembro ficou em US$ 433,6 milhões, batendo recorde histórico, que era de outubro deste ano, quando ficou em US$ 4164 milhões. A média diária de exportações em novembro ficou em US$ 593,3 milhões.

Com o desempenho de novembro, a balança acumula no ano resultado positivo de US$ 41,074 bilhões. As exportações acumuladas de janeiro a novembro totalizaram US$ 125,236 bilhões e as importações alcançaram US$ 84,162 bilhões.

A corrente de comércio (exportações mais importações) no mês passado foi de US$ 20,538 bilhões, um recorde para meses de novembro. No acumulado do ano, a corrente de comércio está em US$ 209,398 bilhões.

Na última semana de novembro, de 27 a 30, a balança comercial teve superávit de US$ 488 milhões, fruto de exportações de US$ 2,162 bilhões e de importações de US$ 1,674 bilhão.

Recorde

Todos os resultados da balança comercial acumulados entre janeiro e novembro deste ano são recorde histórico, disse ontem o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat. As exportações no período somaram US$ 125,236 bilhões, 16,6% acima do resultado do mesmo período do ano passado. As importações foram de US$ 84,162 bilhões, um aumento sobre igual intervalo de 2005 de 25,6%.

Meziat afirmou que a meta de exportações para o ano, que é de US$ 135 bilhões, ?está praticamente garantida?. Ele observou que em 12 meses, de dezembro de 2005 até o mês passado, as exportações já somam um valor também recorde de US$ 136,132 bilhões. Segundo o secretário, com a substituição de dezembro do ano passado por dezembro deste ano, a tendência é essa cifra diminuir em direção a meta. O motivo é que no ano passado, dezembro teve 22 dias úteis e este ano terá apenas 20 dias úteis.

Meziat observou também que as importações estão crescendo mais do que as exportações por causa da taxa de câmbio. Porém, o crescimento das importações deve influenciar para reduzir o saldo comercial e, assim, diminuir a pressão sobre o câmbio, comentou. ?Acho esse superávit maior do que o que a gente precisa?, disse.

Ele afirmou que as importações devem ultrapassar a marca de US$ 100 bilhões no ano que vem e, de acordo com ele, ?isso é bom?. Meziat ressaltou que a maior parte das importações é de matérias-primas e a segunda maior categoria de uso de importações, em valores, é de bens de capital.