Economia

Balança comercial registra superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Imagem mostra o trabalho dentro de uma indústria.
Imagem mostra o trabalho dentro de uma indústria. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná/Átila Alberti.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro de 2026, mais que o dobro do resultado do mesmo mês do ano anterior, quando ficou em US$ 3,14 bilhões. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 12,9% nas exportações, puxadas por petróleo, combustíveis, soja e cobre. As informações são da Agência Brasil.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O superávit foi o segundo melhor para o mês na série histórica, perdendo apenas para setembro de 2023, quando atingiu US$ 9,18 bilhões.

As exportações totalizaram US$ 34,42 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 26,68 bilhões, uma queda de 2,4%. A corrente de comércio, que é a soma de exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro.

A indústria extrativa liderou o crescimento das vendas externas, com US$ 9,44 bilhões, alta de 39,8% em relação a setembro de 2025. O petróleo bruto teve aumento de 77,3% e o minério de cobre cresceu 74,2%. O aumento da produção de petróleo e a alta de 24,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, explicam o resultado.

A indústria de transformação exportou US$ 17,67 bilhões, com crescimento de 5,3%. Os destaques foram farelos de soja, com alta de 47,7%, e combustíveis, com avanço de 39,1%. A agropecuária vendeu US$ 7 bilhões ao exterior, crescimento de 4,8%, puxada pela soja e pelo café não torrado.

As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados brasileiros. Para a Europa, as vendas avançaram 51,9%, chegando a US$ 8,3 bilhões. Para a América do Norte, o crescimento foi de 30,6%, totalizando US$ 5,2 bilhões. As vendas para os Estados Unidos subiram 31,9% em setembro, mesmo com a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Já as exportações para a Ásia caíram 2,5%, ficando em US$ 17,4 bilhões. Para a América do Sul, ficaram estáveis em US$ 4,2 bilhões.

As importações de bens de capital tiveram queda de 29,8%, totalizando US$ 4,1 bilhões. A desaceleração da economia provocada pelos juros altos está diminuindo os investimentos da indústria. As compras de bens intermediários recuaram 2,4%, para US$ 14,9 bilhões.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 62,4 bilhões, crescimento de 34,8% em relação ao mesmo período de 2025. As exportações somaram US$ 264,65 bilhões e as importações, US$ 222,26 bilhões.

O Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com a redução, seria o segundo melhor resultado anual desde 1989, perdendo apenas para 2023, quando o superávit foi de US$ 98,8 bilhões.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google