Governo Roberto Requião assina
o documento autorizando o início
das obras em Paranaguá.

O governador Roberto Requião autorizou o início das obras de construção do Cais Oeste e de modernização do atual cais do Porto de Paranaguá. A ordem de serviço foi assinada ontem, durante reunião do secretariado, pelo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, e pelo empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, dono da construtora C.R.Almeida S.A. Engenharia, que vai executar a primeira fase da obra, orçada em R$ 30 milhões. Os recursos são da própria Appa.

O empreendimento total está orçado em R$ 150 milhões e novas licitações serão feitas nas etapas seguintes. Nessa primeira fase, os atuais berços serão remodelados e a infra-estrutura portuária será remodelada. O empreiteiro Cecílio do Rego Almeida reduziu o valor da obra em R$ 7 milhões para vencer a licitação, explicou o governador Requião.

O Cais Oeste terá 820 metros, devendo aumentar em um terço a capacidade de recepção de navios. O calado dos berços será ampliado em 2,5 metros para 14,5 metros, o que vai permitir a atracação e carregamento de navios de grande porte, com capacidade para cerca de 90 mil toneladas, independente do ciclo da maré. Atualmente, a maré baixa impede o carregamento de navios desse porte. Segundo o governador, essa obra vai promover uma condição excepcional de operação no porto.

Caixa positivo

As contas do Porto de Paranaguá, disse o governador, estavam no vermelho quando ele assumiu o governo, há dois anos e meio. ?Hoje, a Appa conta com um caixa positivo de R$ 300 milhões, o que permite assumir as obras que deveriam ser feitas pelo governo federal, entre as quais a pavimentação, com concreto, das vias de acesso ao porto.?

Requião disse que propôs ao governo federal assumir 20% do valor da obra no Cais Oeste, desde que lhe fosse permitido executá-la. Essa foi a proposta inicial, mas o governador acredita que a autarquia vai acabar pagando a obra inteira. A obra, inicialmente orçada em R$ 440 milhões pelo governo federal, foi reduzida para R$ 150 milhões após uma revisão feita pela Appa.