Aumenta consulta a serviços de proteção

A Associação Comercial do Paraná registrou aumento significativo, em março, nas consultas de comerciantes ao serviço de proteção ao crédito (SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito e VideoCheque). Segundo a entidade, isso pode ser um dos sinais de que as boas notícias do campo – de supersafra neste ano – estejam se refletindo nos resultados do comércio, tanto na capital quanto no interior.

O Serviço Central de Proteção ao Crédito registrou um aumento de 26,06% no volume de consultas em março em relação a fevereiro (425.572 consultas em março e 337.598 no mês anterior). Na comparação entre os mesmos períodos, o VideoCheque registrou um aumento de 21,59% no volume de consultas (205.115 delas em março e 168.693 em fevereiro). Na comparação com o mesmo mês de anos anteriores, os indicadores também são superiores: 0,88% comparado a março de 2006 e 18,54% comparado a março de 2005.

Em relação ao VideoCheque se deu o contrário: o número de consultas de março último ficou abaixo do de março de 2006 (em 8,18%) e do mesmo mês em 2005 (17,13%). Para Élcio Ribeiro, vice-presidente da ACP, ?o cheque é um meio de pagamento cada vez mais em desuso?.

A taxa de inadimplência líquida em Curitiba e região metropolitana continua baixa, situando-se em 0,23% em março ante 0,10% registrada em fevereiro, ?encontrando-se em níveis adequados para a regularidade de negócios no comércio?, segundo Ribeiro. A ACP utiliza-se da metodologia do Banco Central para o cálculo da inadimplência. O divisor formado pelo número de consultas ao SCPC com defasagem de três meses é determinado pelo tempo médio decorrido entre a consulta feita pelo comerciante e o registro de inadimplência derivada de negócio efetivado.

A inadimplência em Curitiba e região metropolitana é baixa quando comparada com outras regiões (São Paulo, por exemplo, registrou entre março de 2006 e fevereiro de 2007 uma taxa anualizada de inadimplência de 5,39%, enquanto em Curitiba foi de 0,08% negativos. Em São Paulo, ela somou 4,96% em 2005, enquanto na capital paranaense ficou em 0,89%).

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