Economia

Audiência no STF termina sem acordo sobre empréstimo ao BRB

Cúpula da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, com os prédios da Esplanada dos Ministérios
Cúpula da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, com os prédios da Esplanada dos Ministérios. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

Uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) terminou nesta quinta-feira (13) sem acordo sobre um empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). A reunião foi conduzida pelo ministro Luiz Fux e envolveu a União, o governo do Distrito Federal e representantes de instituições financeiras. O banco precisa do dinheiro para recompor suas contas após problemas relacionados a negociações com o Banco Master. As informações são da Agência Brasil.

Em maio, o governo do DF e o Executivo federal firmaram um acordo para viabilizar a operação de crédito sem aval da União, com participação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), garantia de bancos e contragarantias vinculadas aos fundos de participação do DF. Participaram da audiência a governadora Celina Leão (PP), o ministro da Fazenda Dario Durigan, e representantes do Banco Central, FGC, Banco do Brasil, AGU e MPF.

Celina Leão reconheceu que o BRB não divulgou seu balanço financeiro após o surgimento da investigação do caso Master, mas afirmou que todas as informações foram enviadas ao FGC. A governadora defendeu a solidez da instituição: “O banco está nesta condição desde novembro do ano passado. É um banco sólido. É um banco que sobreviveu com liquidez”.

Já Durigan reiterou a posição contrária à concessão de aval do governo federal. “A União não tem nada que ver com essa história. É um problema gerado pelo governo do DF, com o BRB, que tem que ser tratado pelos responsáveis”, afirmou o ministro da Fazenda.

Segundo o STF, os principais entraves para as negociações são a segurança das garantias oferecidas aos bancos em caso de inadimplência e as informações necessárias para a análise do plano de negócios do BRB. Em setembro de 2025, o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB após detectar suspeitas de fraudes e compra de ativos sem lastro.

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