A projeção para a inflação em 2009 no cenário de referência subiu em relação ao estimado em junho, mostra a ata da reunião de julho do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo a estimativa feita pelo Banco Central (BC), a projeção aumentou e agora encontra-se “ao redor” do centro da meta de inflação para o ano, de 4,50%. A projeção foi feita em cenário de manutenção do dólar a R$ 1,95 e da taxa básica de juros (Selic, hoje em 8,25% ao ano) em 9,25% ao ano em todo o horizonte da previsão.

No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros apuradas pelo mercado, a projeção para 2009 também se elevou e está perto do centro da meta. Para 2010, no cenário de referência, a projeção subiu em relação a junho, mas está abaixo da meta de 4,5%. No cenário de mercado, a estimativa subiu, mas permanece ao redor da meta. A ata mostrou ainda que a estimativa do BC para a alta dos preços administrados em 2009 caiu de 4,8% para 4,5%. Para o ano seguinte, a previsão cedeu de 4,5% para 4,3%.

Foram mantidas as previsões de que o preço da gasolina e do gás de cozinha devem ter aumento zero em 2009. Para as tarifas de telefonia fixa, seguiu estável a estimativa de alta de 5% neste ano. Já a previsão para a tarifa de eletricidade subiu de 4,7% para 5%. A ata também menciona, o que não aconteceu nos documentos anteriores, a possibilidade de que o governo use a margem de até 0,50 ponto porcentual da meta de superávit primário em 2009 em virtude da implementação do Programa Piloto de Investimentos (PPI). Para 2010, o texto também cita a chance de uso da margem de 0,65 ponto pela implementação do PPI e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).