A Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel) realiza nesta sexta-feira, 29, às 13 horas, em frente à sede administrativa da estatal, no Centro do Rio, uma assembleia para pedir a contribuição financeira dos funcionários. O objetivo é contratar advogados para lutar contra a privatização da empresa.

De acordo com a Aneel, a ideia é que cada funcionário contribua com R$ 100. “O atual governo avança com o modelo neoliberal e entreguista com uma força destruidora contra o patrimônio nacional. A venda das usinas da Cemig e dos pré-sal deixam claro a intenção entreguista do governo ilegítimo de Michel Temer”, acusa o panfleto.

A assembleia desta sexta precede uma manifestação maior, prevista para 3 de outubro, batizada de Dia de Luta pela Soberania Nacional. A concentração será em frente à sede da empresa até a sede da Petrobras. “Só nos resta a luta política, jurídica e de mobilização”, afirmam no panfleto.

Ao todo, o Sistema Eletrobras conta com 21 mil funcionários. O governo detém 63% das ações da Eletrobras, considerando a participação da União, dos fundos de pensão e do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). O objetivo é que essa fatia seja inferior a 50%, mas esse número final ainda não foi definido.

Antes da holding, serão vendidas as distribuidoras da Eletrobras que foram incorporadas no passado por problemas financeiros. A previsão do BNDES é de que a venda das distribuidoras ocorra em março.

Já a Eletrobras e outras subsidiárias – com exceção da Eletronuclear e Itaipu – devem ser privatizadas antes de junho de 2018, para escapar do calendário eleitoral.