A arrecadação do governo federal atingiu R$ 235,6 bilhões em agosto de 2026, o maior valor já registrado para o mês. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. O resultado representa crescimento real de 8,25% sobre agosto de 2025, já descontada a inflação. As informações são da Receita Federal.
De janeiro a agosto, a União arrecadou R$ 2,11 trilhões, alta real de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado. O total inclui os impostos e outras receitas administrados pela Receita Federal e os valores recolhidos por outros órgãos do governo.
Imposto de Renda e CSLL lideram crescimento
Entre os principais responsáveis pelo resultado de agosto estão o Imposto de Renda das empresas (IRPJ) e a contribuição paga pelas empresas sobre seus lucros (CSLL, sigla para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Os dois tributos somaram R$ 34,1 bilhões, crescimento real de 13,09% em um ano.
O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 12,7 bilhões, alta real de 33,21%. Segundo a Receita, o aumento foi influenciado por ganhos maiores em investimentos de renda fixa e pela tributação de dividendos.
A arrecadação também cresceu sobre produtos importados e industrializados. Os impostos de Importação e o IPI somaram R$ 11,8 bilhões, alta real de 22,66%. Já o IPI sobre produtos fabricados no país chegou a R$ 5,8 bilhões, avanço de 32,42%.
Petróleo e gás impulsionam receitas extraordinárias
Um dos maiores avanços veio das receitas relacionadas à produção de petróleo e gás natural, passando de R$ 16,3 bilhões nos primeiros oito meses de 2025 para R$ 93,3 bilhões no mesmo período de 2026. O resultado representou uma alta real de 471,35%.
No acumulado do ano, a contribuição previdenciária somou R$ 507,2 bilhões, alta real de 5,03%. O PIS/Cofins arrecadou R$ 412,8 bilhões, crescimento real de 4,52%.
A Receita também contabilizou cerca de R$ 11 bilhões em pagamentos considerados atípicos de IRPJ e CSLL e R$ 9,9 bilhões com o Imposto de Exportação sobre combustíveis. O IOF, imposto cobrado em operações financeiras como empréstimos e câmbio, chegou a R$ 67,2 bilhões no ano, alta real de 24,11%.
