O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que a crise política pode atrasar a aprovação da reforma da Previdência em semanas, eventualmente até um período maior. Mansueto lembrou que até a quarta-feira da semana passada a avaliação era a de que havia condições para que fosse aprovada em mais duas semanas.

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“Pode ser em uma, duas, três ou mais depende da sensibilidade política. Eventualmente pode ser mais, o importante é que seja aprovada”, afirmou nesta sexta-feira, 26, após falar para uma plateia de investidores no Rio. Mansueto disse ainda que até abril a discussão era em torno do projeto, mas que nos últimos 30 dias isso mudou.

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“O projeto em si deixou de ter debate, ficou mais um debate político para se construir maioria. Agora tem que ver se essa base política que estava sendo criada e estava muito próxima de chegar ao número mínimo continua. As votações a cada dia são um teste”, afirmou.

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Aos investidores, destacou que é necessário aprovar a reforma da Previdência para depois discutir a tributária, “outra reforma importante para o País”. Ele ponderou que essa mudança não ocorrerá neste ano, dada uma ampla agenda de reformas e a complexidade do sistema tributário no Brasil.

“Para a gente aprovar a reforma tributária tem antes que aprovar a da Previdência e continuar com uma agenda micro. A reforma tributária tem que ser feita de uma forma um pouco mais cuidadosa porque envolve três esferas de governo, município, Estado e governo federal”, disse.