A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) está investindo cerca de R$ 1,3 milhão nos serviços de manutenção do Corredor de Exportação, complexo portuário composto por um silo vertical (o chamado Silão) e outros quatro silos horizontais com capacidade estática de armazenagem de 160 mil toneladas. Deste total, 100 mil toneladas correspondem ao potencial de armazenagem do Silão, que hoje trabalha com 2 linhas de descarga preparadas para o embarque de três mil toneladas/hora.

Além do sistema público do Corredor de Exportação, o complexo conta com a presença da iniciativa privada. É através desta parceria com nove empresas instaladas nas proximidades do sistema de exportação, que o complexo registra aumento da sua capacidade de recepção, ensilagem e embarque. O Corredor de Exportação conta com seis shiploaders, com capacidade de embarque de 1.500 toneladas/hora cada, correias transportadoras, moegas, balanças, elevadores e outros equipamentos adequados à atividade portuária.

As melhorias no Corredor de Exportação devem seguir até o próximo dia 20 de fevereiro. As atividades estão sendo executadas com mão-de-obra da própria APPA e também de empresa terceirizada e incluem desde a limpeza pesada dos silos públicos, passando pela manutenção preventiva e revisão de rotina até a troca e compra de peças e equipamentos.

Entre as aquisições está o novo sistema de despoeiramento para descarga de farelo, que substitui equipamento semelhante comprado pela APPA na década de 70, mas inadequado à atual demanda do Corredor de Exportação. O novo equipamento custou à APPA perto de R$ 600 mil e tem o objetivo de eliminar riscos de explosão nas duas moegas de descarregamento de farelo. No local, a movimentação da carga faz erguer um pó que em contato com o ar e com alguma fonte de ignição pode provocar incêndios de grande proporção.

O Silão conta com sistema próprio de despoeiramento, que acontece através do borrifamento de óleo vegetal na carga no momento em que ela é enviada da moega para o Silão. O sistema é contínuo e consome 30 mil litros de óleo vegetal, correspondendo a um custo mensal de R$ 90 mil.

Melhorias

As atividades de manutenção e de melhorias do Corredor de Exportação acontecem no período da chamada entressafra, considerado pelo Superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Eduardo Requião, como muito importante para os terminais paranaenses. “Aproveitamos a queda na movimentação de cargas para executarmos obras de relevância para a atividade portuária”, comentou Requião. Outro destaque, segundo Requião, fica por conta da agilidade do pessoal encarregado pelas atividades de manutenção do Corredor de Exportação, “que a cada ano têm um menor tempo para executarem as tarefas necessárias, porque a safra do ano anterior se prolonga e quase se une a do ano seguinte”, comentou o dirigente portuário.

Os reparos realizados nos quatro silos horizontais estão sendo finalizados, restando apenas o Berço 13, que deverá estar pronto em fevereiro. Entre as melhorias que ainda restam para acontecer no Silão, constam algumas programadas para janeiro e fevereiro. De acordo com o cronograma da APPA, até o final deste mês deverá estar terminada, por exemplo, a manutenção em seis balanças e em quatro transportadores de correntes. Já em fevereiro, entre as melhorias previstas, estão as revisões em 10 elevadores, em quatro distribuidores, dutos e válvulas pneumáticas.

Todas as ações de manutenção previstas para acontecerem até fevereiro buscam permitir ao Porto de Paranaguá a mesma agilidade de anos anteriores. Desde 2001, o Porto de Paranaguá vem superando a marca de 28 milhões de toneladas e batendo recordes seguidos. “É através de medidas preventivas que teremos nossos equipamentos preparados para manter o índice de movimentação e, se necessário, o aumento de cargas”, disse Requião.