Apesar do recuo de ocorrências, valor das fraudes no País é elevado

Apesar de a parcela de empresas que se declararam vítimas de crimes econômicos ter recuado significativamente no Brasil nos últimos 24 meses, a cifra envolvida nas fraudes é elevada em relação à média global. “O número de companhias afetadas pelos crimes econômicos caiu, mas o valor das fraudes é alto”, diz Martin J. Whitehead, sócio da PWC.

Pesquisa da consultoria aponta que 27% das companhias brasileiras que foram vítimas de crimes econômicos tiveram prejuízos financeiros entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões. Na média global, só 9% das companhias registraram perdas dessa magnitude, e a maior fatia das empresas (22%) amargou prejuízos entre US$ 100 mil e US$ 1 milhão.

“No Brasil, há um grande problema de valor”, diz o sócio da PwC Leonardo Lopes. Ele explica que as cifras são maiores aqui quando comparadas à média global, pois estão relacionadas com o perfil do fraudador. No Brasil, 87% dos fraudadores ocupam cargos de alta e média gerência, ante 51% da média global.

Lopes explica que, como no Brasil o fraudador ocupa um nível hierárquico alto, ele tem autonomia para cometer crimes econômicos envolvendo cifras maiores. Tanto no Brasil como no mundo, o roubo de ativos é o crime mais frequente, com 65% e 64% das respostas, respectivamente. Mas o Brasil é o campeão em 115 países pesquisados com fraude em compras, com 58%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.