Economia

Anvisa proíbe venda de produtos de limpeza de duas empresas

Imagem mostra produtos expostos em um supermercado.
Foto: Pixabay/ Squirrel_photos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta sexta-feira (23) a venda, distribuição, fabricação e propaganda do Percarbonato de Sódio Essencial da Cedro Química, de São José do Cedro (SC). O motivo é que o produto não tem registro ou notificação na agência. Além disso, a Anvisa determinou a apreensão de todos os produtos da Araújo Produtos de Limpeza, de Paulo de Faria (SP), porque a empresa não teria autorização de funcionamento. As informações são da Gazeta do Povo.

A agência informou que todos os produtos que não passam pela avaliação da vigilância sanitária são considerados clandestinos. Segundo o órgão, a falta de certeza sobre como ocorreu a produção pode causar queimaduras, problemas respiratórios, irritações, machucados e graves intoxicações.

Anvisa voltou ao centro do debate após caso Ypê

A Anvisa entrou no foco do debate público em maio após recolher produtos da marca Ypê. Setores da direita passaram a apontar que a agência estaria perseguindo a Ypê pela associação pública ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outra frente falava em uma tentativa de beneficiar uma concorrente: a Minuano, ligada ao grupo empresarial dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Há fatos que contrastam com as alegações. A identificação da bactéria, em novembro, partiu da própria Ypê, a partir de testes microbiológicos que constataram o problema. A empresa disse ainda que já havia constatado a necessidade de recolhimento e comunicado o mercado. A medida atingiu lotes específicos.

Agência autorizou retorno de produtos Ypê

Na última sexta-feira (16), a agência ampliou o retorno à normalidade e autorizou a venda de detergentes e desinfetantes fabricados em novembro e dezembro de 2025. A medida foi adotada após a Ypê apresentar laudos considerados satisfatórios. Em novembro de 2025, a empresa identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes específicos de lava-roupas.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Cedro Química e com a Araújo Produtos de Limpeza. O espaço segue aberto para manifestação.

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