A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dez produtos sem registro que utilizam o nome Mounjaro, referência ao medicamento tirzepatida usado para tratamento de diabetes tipo 2 e controle de peso. A decisão da gerência de Inspeção e Fiscalização Sanitária foi publicada nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial da União e atinge produtos da marca Milagroso Ervas. As informações são da Gazeta do Povo.
O Instagram da Milagroso Ervas mostra atuação no setor de emagrecimento desde 2021. O perfil informa ser de Campina Grande (PB) e já ter atendido mais de 10 mil clientes. As publicações trazem fotos de antes e depois de supostos clientes e detalhes de envios, incluindo um para Portugal. Em uma publicação de março de 2024, há menção de “aprovado pela Anvisa”. Outro vídeo de dezembro de 2023 mostra um cliente exibindo sua encomenda com potes de comprimidos e embalagens identificadas como “pílulas da felicidade”.
O nome comercial Mounjaro é registrado pela farmacêutica Lily Brasil, subsidiária da americana Eli Lilly and Company. A tirzepatida atua sobre os receptores dos hormônios GIP e GLP-1, aumentando a sensação de saciedade. Já a semaglutida, princípio ativo do Ozempic, atua sobre o receptor de GLP-1. Ambos dependem de prescrição médica e passam por uma onda de falsificações que tem atraído atuação policial em todo o país.
A lista de produtos alvo da decisão inclui Milagroso Ervas, Milagroso Ervas Vermelho, Milagroso Ervas Black, Milagroso Ervas Cápsula Azul, Milagroso Ervas Detox, Milagroso Ervas Mounjaro, Milagroso Ervas Mounjaro Turbo, Milagroso Ervas Mounjaro 3x Turbo, Milagroso Ervas Mounjaro Rosa e Mounfor X Emagrecedor.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a Milagroso Ervas. O espaço segue aberto para manifestação.
