Cinco grandes plataformas digitais já podem anunciar e vender medicamentos pela internet. A Anvisa liberou nesta segunda-feira (10) as operações da Americanas, iFood, Mercado Livre, Rappi e Submarino, que estavam impedidas de comercializar remédios. A mudança ainda depende de regulamentação específica e as empresas precisam cumprir todas as regras sanitárias para funcionar. As informações são da Gazeta do Povo.

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Apesar da liberação, a Anvisa emitiu uma nota para advertir que as empresas precisam cumprir a regulamentação sanitária. O órgão também informou que o movimento não é uma autorização automática, dependendo de regulamentação ainda a ser editada.

Mudanças começaram na semana passada

A série de revogações de medidas preventivas sanitárias começou na quinta-feira (6) com a Shopee. Entidades que representam o setor farmacêutico acionaram a Anvisa pedindo esclarecimentos sobre a adaptação da lógica da venda de medicamentos ao ambiente digital.

A mesma lei que permitiu a farmácias e drogarias licenciadas contratar plataformas digitais para a logística e a entrega de medicamentos também passou a admitir a instalação desses estabelecimentos na área de venda de supermercados. O espaço deve ser fisicamente delimitado, segregado, exclusivo para a atividade farmacêutica e independente dos demais setores do supermercado.

Discussões incluem venda direta do fabricante

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As discussões sobre a liberdade no mercado de medicamentos incluem ainda o modelo D2C (sigla em inglês para venda direta ao consumidor), em que o consumidor compra diretamente do fabricante. Hoje, a operação não pode ocorrer de forma totalmente direta, mas conta com parcerias para se viabilizar. Um dos exemplos foi o da parceria entre a AS Medicamentos e a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, para a criação da NovoCare Farmácia. A farmacêutica, contudo, anunciou a suspensão da plataforma para avaliar o cenário.