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Economia

Antonina quer terminal para líquidos

  • Por Redação O Estado Do Paraná

O Superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Eduardo Requião, quer ampliar a participação do Porto de Antonina na movimentação de cargas, para isso já solicitou ao Diretor Juarez Moraes e Silva a realização de estudo de viabilidade para implantação de um terminal público para operações com granéis líquidos. Na prática, o terminal será utilizado para a importação de combustíveis e exportação de álcool e óleos vegetais.

Numa primeira etapa, a área destinada ao terminal de granéis líquidos no Porto de Antonina será de até 100 mil m2, com a disponibilização de área alfadegada. Até o momento, o Porto de Antonina dispõe de 286 mil m2 possíveis de arrendamento e 90 mil m2 de área alfandegada.

A previsão é que até o final deste mês os estudos de viabilidade estejam concluídos, proporcionando elementos como a demanda e o fluxo de mercadorias nos próximos 25 anos. Estes estudos serão importantes, ainda, para o processo de licitação que deverá ter seu edital publicado num prazo de 90 dias. Com o edital, será possível conhecer o perfil da empresa que poderá participar da licitação, assim como a estrutura que será necessária para a implantação do terminal e a participação do poder público e da iniciativa privada na realização do projeto. “O que motiva a implantação de um terminal para granéis líquidos é a flexibilização do Governo Federal para a importação de combustível por parte das distribuidoras e o crescimento do mercado consumidor de álcool”, comentou Moraes e Silva. Por causa desta abertura, comentou o Diretor, o mercado comprador já vem buscando alternativas em portos como os de Santos, Rio de Janeiro, Vitória e Suape “e o Porto de Antonina será incluído neste rol de portos opcionais para as operações de granéis líquidos”, comentou.

Objetivos

Segundo o Superintendente da APPA, Eduardo Requião, o objetivo da implantação do terminal de granéis líquidos no Porto de Antonina vai além do incentivo ao incremento na movimentação. “Vamos acabar com alguns monopólios”, disse o dirigente portuário.

Outros benefícios também estão sendo traçados pela nova administração portuária. “Em breve teremos um estudo sobre a dragagem para melhorar o calado e a tentativa de ampliá-lo, unindo a ponta do Canal da Galheta ao terminal”, comentou Requião.

As melhorias previstas para acontecerem no Porto de Antonina vem sendo analisadas como boas notícias para toda a cidade. Juarez Moraes e Silva acredita que o terminal público de granéis líquidos será o pólo indutor para a criação de empregos, arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e, conseqüentemente, aumento na arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Concessões

A direção do Porto de Antonina deverá regularizar e atualizar a situação dos arrendamentos feitos aos terminais Matarazzo e Ponta do Félix. O levantamento da situação legal das Concessões Públicas no âmbito do Porto Organizado de Antonina segue uma determinação do Superintendente da APPA, Eduardo Requião, e busca atender as últimas normatizações estabelecidas pela Agência Nacional de Transporte Aquaviário (ANTAq). “Somente após o devido clareamento destes Contratos teremos como consolidar o Plano de Revitalização do Porto de Antonina”, disse o Superintendente da APPA.

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