O governo brasileiro está enfrentando uma corrida quase que sufocante para cumprir o prazo de adaptação dos portos do País às novas regras internacionais de segurança neste setor, baixadas pela ONU após os atentados terroristas ocorridos em Nova York em 11 de setembro de 2001. O prazo termina no dia 30 de junho, e quem não fizer as adaptações até lá, corre o risco de ter embarcações impedidas de atracar em portos norte-americanos e europeus, o que para o Brasil representaria um desastre ao comércio exterior.
Diferentemente da situação de quase todos os portos brasileiros, nos Terminais Portuários da Ponta do Félix, em Antonina, os procedimentos estão em conformidade com o novo conjunto de regras denominado ISPS-Code (do inglês, Código Internacional de Segurança de Navios e Instalações Portuárias). O código é exigência da Organização Marítima Internacional, da ONU, e tem como principal objetivo coibir ações terroristas em portos. É o único porto marítimo paranaense que já cumpriu essas exigências.
No terminal de Antonina, o padrão internacional é atendido com várias estruturas de segurança. Câmaras digitais monitoram toda a área do terminal, 24 horas por dia. As salas de controle são totalmente informatizadas. O controle de entrada e saída é rígido com guardas e cancela para evitar acessos indevidos. A segurança é ainda reforçada por equipes de patrulhamento. Estes e outros recursos estão em conformidade com o ISPS-Code e certificados pela Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos), órgão do Ministério da Justiça.
A Ponta do Félix abriga o mais moderno terminal para congelados da América Latina. As operações foram iniciadas em 2000 e neste ano deve movimentar 1 milhão de toneladas de cargas.


