Belo Horizonte (AE) – A Sétima Rodada de Licitações de áreas para a exploração de petróleo e gás, marcada para outubro, deverá render algo entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões em receitas para o governo, segundo estimativa de John Forman, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Segundo ele, 23 companhias já estão no ?data room? aberto no início de julho, colhendo informações dos blocos exploratórios que serão licitados.

Nas seis licitações feitas até agora já foram arrecadados R$ 2,169 bilhões em bônus de assinatura. O maior valor foi apurado na rodada do ano passado, que superou os R$ 665 milhões. Os números foram apresentados pela ANP em encontro realizado em Belo Horizonte para divulgar a Sétima Rodada e estimular a participação de investidores locais, sobretudo na disputa pelos 43 blocos da Bacia do São Francisco localizados em Minas Gerais.

A Petrobras já realizou pesquisas exploratórias preliminares na área, de 128 quilômetros quadrados. As sondagens começaram em 1970 e chegaram a localizar ocorrências de gás natural, mas em campos sem viabilidade comercial. A ANP tentou licitar um dos blocos (de 3.000 quilômetros quadrados) em 2002, sem sucesso.

?Com as mudanças que fizemos nas condições de ofertas, esperamos conseguir atrair investidores este ano?, afirmou Milton Franke, superintendente da ANP. Ele explicou que, para disputar os 43 blocos da Bacia do São Francisco, as empresas interessadas não precisarão mais comprovar especialização no setor petrolífero. Basta contar com profissionais com experiência nos seus quadros profissionais.

Além disso, a ANP baixou as taxas de participação de R$ 10 mil para R$ 5 mil e o valor do bônus mínimo de R$ 200 mil para R$ 10 mil. ?Independentemente do resultado que obtivermos neste ano, essa área exploratória será incluída nas próximas rodadas, pois a consideramos estratégica para o desenvolvimento da região?, disse Franke.