Entre os principais aeroportos do País, o do Galeão, no Rio de Janeiro, é o que terá o maior desafio para melhorar a eficiência nos próximos 12 meses. De acordo com portaria publicada hoje no Diário Oficial da União pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Galeão terá de ser 30,78% mais eficiente.

A Anac divulgou metas individuais de eficiência para cada aeroporto com base em um indicador internacional chamado WLU (work load units). Esse indicador divide o número de embarques e desembarques e o volume de cargas pelos custos (operacional, administrativo e financeiro).

Essas metas serão levadas em consideração daqui a um ano, quando a Anac irá reavaliar as tarifas aeroportuárias. Só poderão reajustar as tarifas integralmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) os aeroportos que cumprirem as metas de eficiência estabelecidas. Caso contrário, o índice será deflacionado.

O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, terá de melhorar seu WLU em 15,81%. O Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, tem como meta uma melhora de 12,64% e o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, terá de apresentar uma melhora de 9,75% na sua eficiência. O Aeroporto Internacional de Brasília tem como meta uma melhora de 7,41%, enquanto a meta do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), é de 4,90%, e a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, de 2,75%.