O grupo Alimentação foi o que apresentou a principal contribuição para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da segunda para a terceira quadrissemana de junho. No período, esta classe de despesa saiu de alta de 0,41% para 0,20%, puxada pelo item hortaliças e legumes, que acentuou a queda (de -3,01% para -5,53%). O índice geral apresentou variação de 0,37% na terceira quadrissemana de junho, abaixo da taxa registrada na leitura imediatamente anterior, de 0,43%.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,34%) também contribuiu para a desaceleração do IPC-S, com decréscimo puxado por medicamentos em geral (0,33% para -0,08%). Educação, Leitura e Recreação saiu de 0,27% para 0,23%, com destaque para o comportamento de passagem aérea (7,35% para 5,21%). Vestuário desacelerou de 0,73% para 0,71%, puxado por calçados masculinos (1,57% para 0,79%).

Apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, por sua vez, os grupos Transportes (0,19% para 0,29%), Habitação (0,63% para 0,64%), Comunicação (0,20% para 0,22%) e Despesas Diversas (0,05% para 0,14%). Em cada um dos grupos, a FGV chama a atenção para o comportamento dos itens tarifa de ônibus urbano (1,12% para 2,09%), tarifa de eletricidade residencial (-0,23% para 0,18%), tarifa de telefone móvel (0,38% para 0,55%) e serviço religioso e funerário (-0,15% para 0,52%), respectivamente.

Influências

Entre as maiores influências negativas no IPC-S da terceira quadrissemana aparecem cenoura (de -11,52% para -20,95%), tomate (de -3,54% para -7,07%), etanol (de -1,92% para -2,70%), gasolina (de -0,69% para -0,71%) e cebola (de -7,27% para -7,25%).

Já na lista das maiores pressões de alta figuram tarifa de ônibus urbano (de 1,12% para 2,09%), refeições em bares e restaurantes (de 0,50% para 0,57%), aluguel residencial (de 0,87% para 0,81%), leite tipo longa vida (de 3,58% para 3,63%) e mão de obra para reparos em residência (de 1,15% para 1,69%).