O grupo de alimentação e bebidas acelerou na passagem de outubro para novembro e gerou o maior impacto sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de novembro. Da alta de 0,57%, os alimentos e as bebidas respondem por 0,21 ponto porcentual. No mês, o grupo de alimentação e bebidas subiu 0,84%, contra taxa de 0,70% na apuração de outubro.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o maior impacto individual veio do item carnes, cuja alta de 2,34% significou acréscimo de 0,06 ponto porcentual na taxa. Na sequência vieram a refeição consumida em restaurante, com alta de 0,83%, e o tomate, que ficou 23,36% mais caro. Cada um desses itens produziu impacto de 0,04 ponto porcentual.

Além desses, ficaram mais caros o macarrão (2,15%) e o pão francês (1,09%). No grupo das despesas pessoais, que subiu 0,68% no IPCA-15 de novembro, o item empregado doméstico teve alta de 0,97% e se destacou com impacto de 0,04 ponto porcentual. O cigarro, que teve reajuste médio de 13% a partir de 2 de novembro nas regiões pesquisadas pelo IBGE, avançou 1,15%. As passagens aéreas subiram 6,56% exerceram a principal influência no grupo transportes, que avançou 0,39%, contra alta de 0,08% no mês anterior.

Os combustíveis também empurraram o indicador para cima, com alta de 0,31% no preço da gasolina e de 1,02% do etanol. As passagens de ônibus interestaduais também ajudaram, com alta de 3%. Além desses grupos, aceleraram na passagem do mês vestuário (0,96%, ante 0,88%), saúde e cuidados pessoais (0,39%, ante 0,35%), educação (0,09%, ante 0,06%) e comunicação (0,28%, ante 0,03%). Na contramão, desaceleraram os grupos habitação (0,50%, ante 0,67%) e artigos de residência (0,55%, ante 0,97%).