Rio Verde (AE) – O presidente da República em exercício, José Alencar, criticou ontem, mais uma vez, os altos juros cobrados no País, mas inovou ao defender que o governo tem feito um trabalho “exemplar” para reduzir os custos de investimentos e financiamentos. “O governo tem feito todo o possível para colocar esses juros dentro de um patamar compatível com a economia mundial”, disse Alencar, após participar da inauguração de uma unidade de processamento de soja da Cargill no município de Rio Verde, em Goiás.

Alencar também aproveitou a solenidade para comemorar a recuperação do nível de atividade da economia. “A inauguração da sexta processadora de soja da Cargill é emblemática do momento que nosso País está vivendo. Ela simboliza um resultado consistente do compromisso de crescimento econômico que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu com o povo brasileiro”, disse.

Na avaliação de Alencar, um dos fatores que têm contribuído para que o setor do agronegócio prospere é a criação de mecanismos de financiamento com juros baixos. “Se o agricultor tivesse que trabalhar com as taxas vigentes no setor bancário, não teria condições de dar nem o primeiro passo”, disse. Alencar insistiu que os juros no País são um “despropósito”, mas reconheceu que, ainda assim, a economia está crescendo. “O Brasil é maior do que o abismo. É grande, forte e tem condições de sair disso”, afirmou.

Para o presidente em exercício, o governo vem trabalhando no sentido de reduzir não só a Selic como também as demais taxas existentes no mercado. “Os juros precisam ganhar patamar de padrão internacional. O Brasil não pode ser castigado com um regime de juros absolutamente inadequado como esse que herdamos”, disse. Para ele, o trabalho do governo no sentido de reduzir o custo de capital no País tem sido “exemplar”.

Alencar aproveitou a solenidade para mandar um recado para os investidores. Segundo ele, a decisão da Cargill, que investiu R$ 65 milhões em sua nova unidade industrial, é um exemplo de que investimentos produtivos no País encontrarão, sempre, uma “seara fértil e segura”. Na avaliação do presidente, a decisão da empresa atesta a segurança dos investidores em relação aos rumos da economia.