Alckmin nega conversa com União para vender a Cesp

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou hoje que o governo paulista esteja negociando com o governo federal e com a Eletrobras a venda da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) para Furnas, subsidiária da Eletrobras. “Não tem nada discutido. Precisa primeiro discutir a renovação da concessão”, disse o governador, após participar de reunião com secretários estaduais e da Prefeitura de São Paulo em que anunciou a liberação de R$ 800 milhões para o combate às enchentes na capital paulista.

A renovação das concessões é tema fundamental para a Cesp. Em 2015, a concessão de 67% da capacidade instalada da geradora paulista expira, o que dificulta os planos do governo de São Paulo de privatizar a companhia. Em 2008, a indefinição sobre o tema levou ao fracasso da terceira tentativa de venda da estatal paulista, ao afastar interessados do setor privado.

A expectativa é de que o governo federal tome uma decisão sobre a prorrogação ou não das concessões do setor elétrico que vencem em 2015 ainda este ano. Além da Cesp, outras empresas possuem concessões vencendo em 2015, como a Copel, a Cemig e a própria Eletrobras.

O diretor financeiro da Eletrobras, Armando Casado, afirmou que foi surpreendido com a divulgação de informações pela imprensa de que o governador de São Paulo estaria negociando a venda da Cesp. “Para mim, foi uma surpresa sair na mídia. Nós fomos surpreendidos que tivesse essa colocação. Não temos maiores informações a respeito”, afirmou o executivo, referindo-se à reportagem veiculada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo.

Questionado se faria sentido a venda da Cesp para Furnas (empresa integrante do sistema Eletrobras), que se tornaria líder nacional em geração de energia, o executivo foi categórico em dizer que essa hipótese não está sendo avaliada. “Não chegamos a avaliar, de forma nenhuma”, reforçou. Em relação aos rumores sobre a troca na presidência da Eletrobras, Casado disse que “nós todos também estamos aguardando tanto como vocês”.

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