O presidente a AES Brasil, Britaldo Soares, defendeu nesta segunda-feira, 2, uma discussão sobre os fundamentos que definem a redução da geração hidrelétrica, como a que está ocorrendo neste ano. “Tem aspectos que são riscos (do negócio) , tem aspectos que não necessariamente são riscos do negócio, Precisamos discutir os fundamentos do rebaixamento (da garantia física das usinas)”, disse.

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Soares não entrou em detalhes sobre quais aspectos considera que não sejam riscos do negócio, mas comentou que “tudo aquilo que é uma ação dependente do gestor do setor vai em uma direção, outras vão na direção do risco do negócio”.

Estima-se no mercado que as geradoras poderiam ter gastos relacionados ao rebaixamento da garantia física das usinas da ordem de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões. Soares disse, porém, que os cálculos dependem de premissas como preço da energia no mercado spot e nível afluências estimados para o futuro e que a questão ainda está sendo “discutida e alinhada” para o dimensionamento do tamanho dessa conta. “Existem impactos menores, maiores e muito maiores”, disse. Ele não revelou, porém, quais passos as geradoras deve tomar para buscar estimular essa discussão.

A AES Tietê já indicou na divulgação de seu balanço do primeiro trimestre que pode ter um impacto nos resultados de 2014 de R$ 350 milhões a R$ 500 milhões com o rebaixamento. “Estamos gerenciando a companhia preparados para isso” disse. Depois acrescentou: “Gerenciar a companhia é uma coisa, mas não quer dizer que vamos abrir mão de uma discussão dos fundamentos dos impactos na geração”. O executivo participou, nesta manhã, da inauguração de uma subestação da AES Eletropaulo.

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