O economista Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro, foi escolhido para reforçar a coordenação do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Natural de Londrina, no Paraná, Sachsida é um dos nomes mais identificados com a agenda liberal do governo do ex-presidente e trabalhará ao lado da economista Daniella Marques. As informações são da Gazeta do Povo.

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Servidor de carreira do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) desde 1997, Sachsida participou das discussões econômicas do grupo Bolsonaro desde a campanha de 2018. Foi auxiliar de confiança do ex-ministro Paulo Guedes no comando da Secretaria de Política Econômica. Em maio de 2022, assumiu o Ministério de Minas e Energia em meio à crise dos combustíveis. O principal marco de sua gestão foi a conclusão da capitalização da Eletrobras, que transferiu o controle da empresa à iniciativa privada.

O plano econômico que Sachsida coordenará tem três pilares. O primeiro é a consolidação das contas públicas por meio do controle de gastos, sem aumento de impostos. O segundo é o aumento da produtividade e a geração de empregos, com desburocratização, desregulamentação, digitalização de serviços públicos, redução de tributos e reformas pró-mercado. O terceiro é a inclusão social produtiva, baseada em qualificação, trabalho e empreendedorismo.

Formado em Ciências Econômicas e Direito, Sachsida tem mestrado e doutorado em Economia pela Universidade de Brasília e pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. É autor de livros como A política econômica brasileira no período 2019-2022, escrito com Paulo Guedes. À frente da Secretaria de Política Econômica, esteve envolvido na formulação de boa parte da agenda econômica do governo Bolsonaro, incluindo 23 projetos de reformas microeconômicas aprovados total ou parcialmente.

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Sachsida defende uma nova regra fiscal baseada na trajetória da dívida pública em relação ao PIB, em vez de limites para despesas específicas. Essa ideia aparece no chamado Projeto Brasil, conjunto de 200 medidas legislativas elaboradas para enfrentar consolidação fiscal, aumento de produtividade, geração de emprego e inclusão social. O programa de Flávio Bolsonaro já previa corte de despesas públicas, redução do número de ministérios, combate a supersalários, revisão de benefícios tributários, privatizações e concessões.

Depois de deixar o governo, Sachsida manteve atuação pública como economista e escreveu regularmente sobre política econômica. Assinou coluna na Gazeta do Povo entre julho de 2023 e abril de 2026. Na semana passada, afirmou em suas redes sociais que um eventual quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva levaria o Brasil a uma crise fiscal profunda, com consequências econômicas, sociais e institucionais difíceis de reverter.

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