O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, informou que os adidos agrícolas, cuja criação foi aprovada esta semana dentro do pacote de medidas para o setor agrícola, devem começar a atuar nas missões diplomáticas de oito países a partir do ano que vem. ?É um processo de seleção rigoroso, que demanda um treinamento intensivo?, ponderou .

Stephanes destacou, ainda, a importância da criação do cargo para o agronegócio brasileiro, tendo em vista que o País é o maior exportador de alimentos do mundo. ?A necessidade de entendimento com os países importadores, como Rússia, China e União Européia é permanente. Então, é importante termos um servidor qualificado em questões de sanidade animal e vegetal e em questões de produção, por exemplo, nesses países. Isso facilita o entendimento e o nosso trabalho?, comemorou.

A função de adido agrícola foi aprovada pelo Decreto presidencial nº 6.464, publicado na quarta-feira (28), no Diário Oficial da União. Os profissionais atuarão nas missões brasileiras em Buenos Aires (Argentina), Bruxelas (União Européia), Genebra (Suíça), Moscou (Rússia), Pequim (China), Pretória (África do Sul), Tóquio (Japão) e Washington (Estados Unidos).

O decreto estabelece que o posto deva ser ocupado por servidor público federal, do quadro efetivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que tenha tomado posse há, pelo menos, quatro anos. Também é exigido para o cargo nível superior completo, fluência em idioma estrangeiro e conclusão do curso preparatório ministrado pelo Instituto Rio Branco, em coordenação com o Ministério da Agricultura.

O secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, informou que o próximo passo é a criação de um grupo de trabalho que definirá as regras do processo de seleção e o treinamento desses representantes agrícolas no exterior. O grupo contará com representantes da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) e da Coordenação Geral de Administração e Recursos Humanos (CGRH), do Mapa.