O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou em julho leve queda no otimismo do consumidor brasileiro em relação a junho, passando de 149 para 147 pontos. Em julho do ano passado, o INC registrava 144 pontos. O indicador varia de zero a 200 pontos, sendo que a pontuação acima de 100 mostra otimismo, enquanto que abaixo denota pessimismo.

A pesquisa mostra que a classe C é a mais otimista, com 153 pontos em julho ante 155 no mês anterior. Atrás vem as classes A e B, que passaram de 144 pontos em junho para 138 pontos em julho, e as classes D e E, que foram de 126 para 128 pontos no mesmo período por conta do controle no preço dos alimentos.

O INC mostra ainda que uma piora na visão do consumidor em relação ao emprego. Em julho, 38% dos mil entrevistados se sentiram mais seguros no emprego e 26%, menos seguros. Em junho, esses porcentuais eram, respectivamente, 41% e 22%. O número de pessoas que conhecia alguém que perdeu o emprego em julho foi de 3,1, contra 2,8 no mês anterior. Em julho de 2010, este número era de 3,6. “Isto significa que nos últimos meses houve um pequeno aumento na percepção de mais pessoas desempregadas, embora este sentimento ainda seja mais favorável que a percepção obtida no mesmo período do ano passado”, afirma a ACSP, em nota.

Mais da metade, ou 52% dos entrevistados em julho, consideram sua situação financeira boa, enquanto 25% a classificam como ruim. Em junho, os que avaliaram sua situação positivamente eram 48% e os que não estavam contentes somavam 25%. Além disso, 53% dos entrevistados acreditavam, em julho, que sua condição financeira pessoal vai melhorar nos próximos seis meses, ante 54% dos consumidores em junho.

Os consumidores mais otimistas em julho, segundo a pesquisa, se encontravam nas regiões Norte/Centro-Oeste: o INC registrou 185 pontos contra 180 em junho. Em seguida aparecem a Região Sul, com 163 pontos em julho ante 190 no mês anterior, Sudeste (149 pontos ante 150) e Nordeste (126 ante 119).