Na próxima quarta-feira, representantes dos setores automotivos e dos países que integram o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) se reúnem em Buenos Aires, na Argentina, para discutir as regras que regulam o comércio entre cada um dos integrantes do bloco. Para o Brasil, o ponto mais importante da reunião é a renovação dos termos do acordo comercial de veículos com a Argentina. Se o acordo não for alterado, muitas montadoras ameaçam fechar as portas na Argentina, que passa por uma grave crise econômica, já que o Brasil é um dos principais mercados para aquele país. Do seu lado, o Brasil também ganha com a modificação das regras comerciais, pois se livraria das multas previstas no acordo atual. O acordo em vigor hoje exige um equilíbrio no volume de importações e exportações entre os dois países, com uma variação máxima de 10%. No ano passado, o Brasil importou US$ 600 milhões a mais da Argentina e corre o risco de pagar uma multa média de 24,5% sobre o saldo comercial. Mas o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho, acredita que desta vez o entendimento consiga ser renovado. A Argentina já sinalizou que o limite de flexibilidade para as trocas comerciais será maior que o reivindicado pela indústria brasileira. Além de ganhar mercado, a renovação do acordo automotivo garantiria para a Argentina a permanência das montadoras instaladas no país. No ano passado, o Brasil importou US$ 1,8 milhão da Argentina e exportou para lá US$ 1,2 milhão. A participação da Argentina nas exportações do Brasil no ano passado foi de apenas 15,9%. Em 1998, a Argentina respondia por 32,9% das exportações brasileiras. (Fonte: Correio Web/ FolhaNews)
Acordo automotivo Brasil-Argentina deve ser fechado em junho
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