A situação no entorno da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) é de impasse. Transportadoras de combustível, que até a quinta-feira, 24, apoiavam a greve, estão pedindo aos motoristas que liberem a entrada e saída de caminhões-tanque e voltem ao trabalho. Entretanto, nem os motoristas das empresas nem os autônomos, que desde segunda-feira se revezam no local, aceitam liberar os acessos.

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De acordo com o representante de uma dessas empresas, que faz a gestão de quase 100 motoristas, a liberação depende de apoio das forças policiais, que também alegam estar sem gasolina para ir ao local. Até agora, não saiu nenhum caminhão com combustível da refinaria.

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“Estamos pedindo apoio federal e estadual. Os motoristas dizem que a paralisação já está afetando a importação de combustíveis. Eles perceberam que têm poder e não estão dispostos a aceitar a proposta do governo”, diz o representante, frisando que o entendimento geral é de que o governo não atendeu a categoria com as propostas de quinta.

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Segundo ele, no caso dos motoristas das transportadoras de combustíveis, o poder de pressão das empresas é reduzido, não adianta ameaçar os motoristas de demissão, por exemplo. “Motorista de carga perigosa tem certificação, preparo técnico. Como vamos substituir 300 motoristas? Precisamos chegar a um acordo”, afirma.

O presidente da Associação de Motoristas Particulares Autônomos, Denis Moura, que representa os motoristas de Uber, diz que a categoria não planeja voltar à Reduc nesta sexta, mas não descarta nova mobilização na segunda-feira, caso o movimento dos caminhoneiros continue. “O governo não atendeu ninguém. Fez um acordo para apagar incêndio, mas o incêndio está muito grande”, afirma Moura.

Representante de outro grupo que apoiava os caminhoneiros na quinta, Maxwell Souza, presidente do motoclube The Guardians, também entende que não houve acordo entre o governo e os caminhoneiros. Explica, porém, que não haverá mobilização do grupo na Reduc nesta sexta porque muitos motociclistas já estão sem combustível para se deslocar para o local. “O que estamos vendo, inclusiva nas redes sociais, é que o governo fez um acordo com as centrais sindicais. Mas o que existe não é greve, são manifestações populares, e devem continuar”, diz.