O presidente do Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, rebateu nesta terça-feira a acusação de que a Alemanha se beneficia injustamente de um euro depreciado, afirmando que a acusação, feita por um importante assessor da Casa Branca, é “mais que absurda”.

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Weidmann, que também faz parte do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), se dirigiu contra Peter Navarro, diretor do Conselho de Comércio do presidente norte-americano Donald Trump, que fez a acusação em uma entrevista no Financial Times na semana passada.

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O alemão afirmou que seu país não explora seus parceiros comerciais, e lembrou que os EUA também se beneficiaram de um dólar mais fraco por quase uma década.

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“A alta mais recente do dólar foi criada por fatores domésticos, os anúncios políticos do novo governo”, disse.

O dirigente argumentou que os superávits comerciais da Alemanha eram resultado de empresas altamente competitivas e “certamente não o resultado de alguma manipulação política”.

Weidmann também defendeu que o BCE comece a retirar suas políticas de dinheiro fácil assim que a inflação atingir a meta, mesmo que isso prejudique alguns governos da zona do euro ou traga alguma volatilidade aos mercados financeiros.

A política de dinheiro fácil do BCE “não pode resolver os problemas subjacentes da Europa”, afirmou. Fonte: Dow Jones Newswires.