O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base e Infraestrutura (Abdib), Paulo Godoy, defendeu hoje, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que se estabeleçam mecanismos para evitar questionamentos futuros sobre o preço dos investimentos no pré-sal, por órgãos de fiscalização como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF). Segundo ele, a exploração do pré-sal trará grandes investidores para o País e não se pode expor esses investidores a questionamentos dos valores dos contratos.

Godoy também defendeu um regime tributário específico para as empresas produtoras de equipamento na área de petróleo. Segundo ele, essa tributação especial é importante para garantir competitividade com a indústria internacional. Ele também defendeu que sejam combinados alguns parâmetros tributários com os estados chaves, onde esses investimentos devem ocorrer, como Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Rodrigo Loures, disse durante a reunião do CDES que é importante que os recursos do pré-sal sejam mantidos em um fundo soberano como reservas para o País. Ele acredita que o que se admite gastar em projetos sociais são os rendimentos desses recursos. Para ele não se pode fazer uma distribuição das reservas do País em programas assistencialistas. Loures acredita que o fundo também terá o papel de manter esses recursos em moeda estrangeira para evitar que esses dólares sejam despejados na economia e provoquem uma valorização do real, que tire a competitividade da indústria nacional.