Oito bancos foram reprovados nos testes de estresse da União Europeia, registrando um déficit de 2,5 bilhões de euros em capital na simulação do pior caso de cenário econômico, reportou o Wall Street Journal, citando a Autoridade Bancária Europeia (EBA). O órgão regulador da União Europeia afirmou que outros 16 bancos passaram por uma margem estreita pelos polêmicos testes, que avaliaram a capacidade das 90 principais instituições de crédito da Europa para suportar uma deterioração da economia e choques no sistema financeiro.

Analistas e investidores esperavam que mais de 20 bancos seriam reprovados nos testes e precisariam levantar dezenas de bilhões de euros em capital novo. Os testes realizados no ano passado foram amplamente desacreditados por terem sido muito complacentes e aplicados de forma inconsistente, reprovando apenas sete instituições, com um déficit de capital combinado de 3,5 bilhões de euros.

Os novos testes, que foram realizados desde o início de março, representam a tentativa mais recente dos formuladores de políticas públicas para conter a longa crise financeira do continente. O objetivo é abrandar os temores de investidores, analistas, reguladores e de alguns banqueiros de que as instituições de crédito europeias estejam sentadas em enormes pilhas não reveladas de empréstimos e valores mobiliários arriscados, o que poderia prejudicar o sistema bancário e economias inteiras.

Os testes de 2011 examinaram a capacidade dos bancos de 20 países de suportar dois anos de aumento do desemprego, queda dos preços dos imóveis e outras condições adversas, considerada por reguladores como os piores cenários. Bancos com colchões de capital inferiores a 5% de seus ativos ponderados pelo risco, apontados pelo teste, precisarão levantar até o final do ano novos fundos através da venda de ações, negócios ou ativos. Aqueles que não conseguirem, terão de pedir ajuda dos seus governos nacionais. As informações são da Dow Jones.