Dossiê: Justiça restringe acesso a dados do inquérito

O juiz da 2.ª Vara Federal de Cuiabá, Jefferson Scheinneder, que preside o inquérito do dossiê Vedoin, determinou ontem aos delegados Diógenes Curado e Luiz Flávio Zampronha que evitem vazamentos de informações capazes de prejudicar a investigação ou que firam os direitos de pessoas investigadas. Ele encontrou-se com Curado em Cuiabá e em seguida ligou para Zampronha, que dirige a Divisão de Combate a Crimes Financeiros (Defin), na sede da PF, em Brasília.

O juiz advertiu que os dois estão sujeitos a ser punidos por quebra do sigilo funcional. Scheinneder restringiu até o compartilhamento de informações, hoje feito quase em tempo real, da PF com a CPI das Sanguessugas, que investiga a origem do dinheiro para compra do dossiê. A partir de agora, os membros da CPI terão de ir a Cuiabá e requerer ao juiz dados do inquérito. Isso inclui cópias de depoimentos, perícias, cruzamentos de dados e análises de quebra de sigilo bancário, fiscal ou telefônico.

Anteontem, Scheinneder acolheu parcialmente o pedido do PT para suspender o sigilo do inquérito. Ele permitiu publicidade ‘única e exclusivamente’ ao relatório preliminar da PF sobre o dossiê, entregue na sexta-feira e condenou o ‘constante vazamento de informações’.

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