Os cinco donos e quatro diretores do Grupo Schincariol libertados hoje (25) de
madrugada, após dez dias na prisão, não tinham aparecido na fábrica de Itu, a 92
quilômetros de São Paulo, até o início da tarde deste sábado. Segundo a
assessoria da empresa, eles estavam exaustos e foram direto para suas casas em
Itu a fim de descansar. Não estava prevista nenhuma comemoração pela soltura do
grupo. Segundo a assessoria, os donos e diretores continuam inconformados com as
prisões. Eles foram presos no último dia 15, durante a Operação Cevada,
desencadeada pela Polícia Federal. O grupo é acusado de fraudes
fiscais.

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Os funcionários da cervejaria de Itu, que trabalhavam no regime
de plantão neste sábado (25) tomaram conhecimento da soltura pela reportagem.
Segundo um dos encarregados da portaria o ambiente era tranqüilo na fábrica. O
setor administrativo não funciona nos fins de semana, apenas uma parte da
produção. A expectativa é de que os diretores reassumam suas funções na
segunda-feira (27).

Na cidade, a libertação dos Schincariol foi
comentada com alegria. Na sexta feira (24), cerca de 800 pessoas, segundo a
Polícia Militar – 1.200 pelo cálculo dos organizadores – ocuparam a Praça Padre
Miguel, no centro histórico de Itu, para protestar contra a prisão do grupo.

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